quarta-feira, 29 de abril de 2015
Таял. Федоров Л.
Os mundos que há por esse mundo...A meta-comunicação da música...Talvez muito mais coerente que a linguagem...Por vezes é bom abrirmos o coração ao mundo e deixá-lo entrar com toda a força e violência que isso acarreta...E com isso a realização de que estamos mais vivos que aquilo que pensamos ou nos fazemos pensar...Podendo chegar ao fim de alguns dias e dizer: " Estou aqui, estou vivo, é isto e hoje, nem que seja só por hoje, ainda bem!"
domingo, 5 de abril de 2015
Como é que se Esquece Alguém que se Ama?
Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está?
As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguem antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar.
É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução.
Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.
Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.
O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar.
Miguel Esteves Cardoso, in 'Último Volume'
As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguem antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar.
É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução.
Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.
Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.
O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar.
Miguel Esteves Cardoso, in 'Último Volume'
quarta-feira, 18 de março de 2015
segunda-feira, 9 de março de 2015
José González - Stay Alive
"Look into the sun as the new days rise
There's a rhythm in rush these days
Where the lights don't move
And the colors don't fade
Leaves you empty with nothing but dreams
In a world gone shallow
In a world gone lean"
sábado, 7 de março de 2015
Escrevo e não sei o porquê...
Estou vazio de sentidos, de vontades e de esperanças em que algo vá mudar...desencontrei-me de mim quando te perdi...não sei como me reaver. Está escuro aqui...estou gelado e só...quero adormecer e desistir. Não quero lutar mais. Não tenho razões nem forças...o assombro é real e palpável e está a ganhar. Não me consigo abrir nos espaços da chuva e preciso tanto de um abraço sentido...as forças que me restam são absorvidas para a uma guerra que travo com memórias do que foi resplandecente e brando...uma guerra para a qual não estou preparado...a logística da alma é intrincada e eu não aguento mais frentes...Dilacera-me o coração a falta do teu abraço…Estou a cair… desamparado…só…no esquecimento do nós. Foi inteligível e verdadeira a tua pretensão…Cedo perante o teu desapaixonamento… Perdi a minha maior amizade porque dissipei quem era…Compreendo, fecho os olhos…aceito…a queda já vai longa e já não vejo luz há muito…estou a chegar…não tenho onde nem porque me agarrar…
Estou vazio de sentidos, de vontades e de esperanças em que algo vá mudar...desencontrei-me de mim quando te perdi...não sei como me reaver. Está escuro aqui...estou gelado e só...quero adormecer e desistir. Não quero lutar mais. Não tenho razões nem forças...o assombro é real e palpável e está a ganhar. Não me consigo abrir nos espaços da chuva e preciso tanto de um abraço sentido...as forças que me restam são absorvidas para a uma guerra que travo com memórias do que foi resplandecente e brando...uma guerra para a qual não estou preparado...a logística da alma é intrincada e eu não aguento mais frentes...Dilacera-me o coração a falta do teu abraço…Estou a cair… desamparado…só…no esquecimento do nós. Foi inteligível e verdadeira a tua pretensão…Cedo perante o teu desapaixonamento… Perdi a minha maior amizade porque dissipei quem era…Compreendo, fecho os olhos…aceito…a queda já vai longa e já não vejo luz há muito…estou a chegar…não tenho onde nem porque me agarrar…
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
Auktyon, Medeski, Ribot - "Padal" Live in St.Petersburg
Chove la fora…tudo é cinzento
menos aquele horizonte onde te sinto…
menos aquele horizonte onde te sinto…
Sorrio por um segundo antes
de acordar…A viagem acaba de começar…falta tanto…falta sentir, falta gritar,
falta chorar…falta sentir a tua falta…
de acordar…A viagem acaba de começar…falta tanto…falta sentir, falta gritar,
falta chorar…falta sentir a tua falta…
Voltou o Vazio…essa entidade
que até hoje só tu soubeste vencer…Está de volta essa velha companhia…e não sei
o que fazer dela…
que até hoje só tu soubeste vencer…Está de volta essa velha companhia…e não sei
o que fazer dela…
Odeio o sabor do regresso a
um castelo onde ainda há vitimas do ultimo confronto…uma paisagem desolada
dentro de paredes de pedra que deviam proteger…mas que são mortais quando
desabam…tudo desabou com uma violência que não sinto que tenhas sentido…
um castelo onde ainda há vitimas do ultimo confronto…uma paisagem desolada
dentro de paredes de pedra que deviam proteger…mas que são mortais quando
desabam…tudo desabou com uma violência que não sinto que tenhas sentido…
Vi o alívio nos teus olhos
que olhavam a desesperança no fundo dos meus…sent aí todo o abandono e todas as
coisas falhadas a tomar conta do que devia ter sido uma eterna canção de
embalar…um abraço quente deu lugar a um desesperante “adeus~ que culminou no
último embarque…
que olhavam a desesperança no fundo dos meus…sent aí todo o abandono e todas as
coisas falhadas a tomar conta do que devia ter sido uma eterna canção de
embalar…um abraço quente deu lugar a um desesperante “adeus~ que culminou no
último embarque…
Sei estar só. E odeio-o.
Sou-me mais uma vez,
plenamente. E odeio-o.
plenamente. E odeio-o.
Destroços do que ficou…pedras
pesadas de sentimentos puros…
pesadas de sentimentos puros…
Árvores despidas, abandonadas
à sua sorte, dançam ao vento.
à sua sorte, dançam ao vento.
Olho em volta…ainda chove
como naquela madrugada e não, já não há sol no horizonte
como naquela madrugada e não, já não há sol no horizonte
quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
È hoje
Ia sendo, podia ser, foi, já não é...abandonaste-me e contigo levaste aquele Eu...não devia ser mas foi.Adeus,até um dia, até nunca.sê o que fores, o que quiseres, o que puderes ser...somos todos melhores sem pesos e sem amarras...talvez mas as tempestades afundam aqueles que derivam sem rumo...há sol no horizonte e ele traz um novo dia...pelo menos para quem ficou em terra.fiquei no fundo, longe do tempo que passa, alheado do real que devorou a imaginação, afogado em sonhos do que ia sendo, do que podia ser, do que foi, do que já não é e agora nunca será...
As palavras e as promessas eram hoje um futuro promissor, formas definidas vistas do céu de onde tudo parece mais claro e belo...de perto me abandonaste por uma ideia só tua de liberdade. Aqueles momentos que ficam para aquela história não escrita, agarram se a mim, maliciosamente cravados em parte incerta.
A paixão transformou se ,nas garras da solidão, em algo vazio e desprovido de sentido.
Fica a saudade do que ia sendo, do que podia ser, do que foi...
As palavras e as promessas eram hoje um futuro promissor, formas definidas vistas do céu de onde tudo parece mais claro e belo...de perto me abandonaste por uma ideia só tua de liberdade. Aqueles momentos que ficam para aquela história não escrita, agarram se a mim, maliciosamente cravados em parte incerta.
A paixão transformou se ,nas garras da solidão, em algo vazio e desprovido de sentido.
Fica a saudade do que ia sendo, do que podia ser, do que foi...
terça-feira, 20 de janeiro de 2015
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
Não digas nada!
Nem mesmo a verdade
Há tanta suavidade em nada se dizer
E tudo se entender —
Tudo metade
De sentir e de ver...
Não digas nada
Deixa esquecer
Talvez que amanhã
Em outra paisagem
Digas que foi vã
Toda essa viagem
Até onde quis
Ser quem me agrada...
Mas ali fui feliz
Não digas nada.
Fernando Pessoa
Nem mesmo a verdade
Há tanta suavidade em nada se dizer
E tudo se entender —
Tudo metade
De sentir e de ver...
Não digas nada
Deixa esquecer
Talvez que amanhã
Em outra paisagem
Digas que foi vã
Toda essa viagem
Até onde quis
Ser quem me agrada...
Mas ali fui feliz
Não digas nada.
Fernando Pessoa
quinta-feira, 15 de janeiro de 2015
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
terça-feira, 23 de março de 2010
António Gedeão - Poema das coisas
Amo o espaço e o lugar, e as coisas que não falam.
O estar ali, o ser de certo modo,
o saber-se como é, onde é que está, e como,
o aguardar sem pressa, e atender-nos
da forma necessária
Serenas em si mesmas, sempre iguais a si próprias,
esperam as coisas que o desespero as busque.
Abre-se a porta e o próprio ar nos fala.
As cortinas de rede, exactamente aquelas,
a cadeira onde a memória está sentada,
a mesa, o copo, a chávena, o relógio,
o móvel onde alguém permanece encostado
sem volume e sem tempo,
nós próprios, quando os olhos indignados
nas pálpebras se encobrem.
Põe-se a pedra na mão, e a pedra pesa,
pesa connosco, forma um corpo inteiro.
Fecha-se a mão, e a mão toma-lhe a forma,
conhece a pedra, entende-lhe o feitio,
sente-a macia ou áspera, e sabe em que lugares.
Abre-se a mão, e a mesma pedra avulta.
Se fosse o amor dos homens
quando se abrisse a mão já lá não estava.
O estar ali, o ser de certo modo,
o saber-se como é, onde é que está, e como,
o aguardar sem pressa, e atender-nos
da forma necessária
Serenas em si mesmas, sempre iguais a si próprias,
esperam as coisas que o desespero as busque.
Abre-se a porta e o próprio ar nos fala.
As cortinas de rede, exactamente aquelas,
a cadeira onde a memória está sentada,
a mesa, o copo, a chávena, o relógio,
o móvel onde alguém permanece encostado
sem volume e sem tempo,
nós próprios, quando os olhos indignados
nas pálpebras se encobrem.
Põe-se a pedra na mão, e a pedra pesa,
pesa connosco, forma um corpo inteiro.
Fecha-se a mão, e a mão toma-lhe a forma,
conhece a pedra, entende-lhe o feitio,
sente-a macia ou áspera, e sabe em que lugares.
Abre-se a mão, e a mesma pedra avulta.
Se fosse o amor dos homens
quando se abrisse a mão já lá não estava.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Regresso
"Atravessamos o presente de olhos vendados. No máximo, conseguimos pressentir e adivinhar aquilo que estamos a viver. Só mais tarde, quando se desata a venda e examinamos o passado é que nos apercebemos daquilo que vivemos e compreendemos o seu sentido"
Milan Kundera in "O livro dos amores risíveis"
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Citações da Noite anterior
"Há rios que correm para que mares possam ficar"
"Fode-te mas não me deixes cair"
"Fode-te mas não me deixes cair"
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Faithless-Mass Destruction
Isto já tem uns aninhos jeitosos..."inaction is a weapon of mass destruction"...Não que eu goste de música electrónica mas esta música tá altamente...dá para fumar cigarros e andar aos saltos :P
domingo, 14 de fevereiro de 2010
Porque não antes o nada?
"Numa situação de grande desespero, por exemplo, quando todo o peso ameaça escapar das coisas e todo o sentido se obscurece, surge a questão. Talvez de um modo insinuante, como um toque ao de leve, uma badalada surda de sino, que ecoa na existência, para de novo se esboroar aos poucos. Num júbilo da alma aparece a questão, porque aqui todas as coisas parecem transformadas, rodeando-nos como se pela primeira vez, como se antes pudéssemos compreender que elas não são do que elas são, e serem tal como são. A questão aparece numa monotonia, em que nos encontramos tão distantes do desespero como do júbilo, em que, no entanto, a tenaz banalidade do ente espalha um tal vazio que faz evocar em nós uma indiferença em relação à questão do ente ser ou não ser, o que faz ecoar, de novo, e de forma especial, a questão: Porquê é afinal ente e não antes Nada?"
Martin heiddegger in Introdução à Metafísica
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Radiohead- Nude
Don't get any big ideas
They're not gonna happen
You paint your smile
And fill the holes
There'll be something missing
Just when you found it
It's gone
Just when you feel it
You don't
It's gone forever
She stands stark naked
And she beckons you to bed
Don't go, you'll only want
To come back again
So don't get any big ideas
They're not gonna happen
You'll go to Hell
For what your
Dirty mind is thinking
And now that you found it
It's gone
Now that you feel it
You don't
It's gone forever
Não sei nº32
Pertenço ao meu vazio
A quem devo mil presenças
Saio de mim
Para me encontrar só…
Quedo-me nas paisagens sempre tuas
Sonhadas em parcelas que não encaixam.
Desenho sentidos soltos nas ruas
Por palavras perdidas que os “eus” rebaixam.
Guardo em mim misantropias
Na esperança de criar
Caminhos de luzes vazias
Que me consigam conservar
Regresso a filosofias passadas
Chego a casa para o eterno retorno,
Rogo piedade às vidas usadas
Que me perdem no abandono
A quem devo mil presenças
Saio de mim
Para me encontrar só…
Quedo-me nas paisagens sempre tuas
Sonhadas em parcelas que não encaixam.
Desenho sentidos soltos nas ruas
Por palavras perdidas que os “eus” rebaixam.
Guardo em mim misantropias
Na esperança de criar
Caminhos de luzes vazias
Que me consigam conservar
Regresso a filosofias passadas
Chego a casa para o eterno retorno,
Rogo piedade às vidas usadas
Que me perdem no abandono
2035 azul
O pulsar flutuante, de um ritmo efémero corta-me a respiração. TIC-TAC da solidão tem carácter elementar. Toca uma música que não quer ser ouvida.
O rio vai e não volta para que o mar possa ficar.
Comprimidos comprimidos. Compressão de futuros. Presentes esvaziados por sentidos sem passado. Fins perseguidos por noites de visão perturbada que desaguam em fumos suaves. Carros que passam. Caminhos da alma são de terra batida. Paisagens verdejantes regadas por clichés. Um copo de whisky, dois copos de whisky, três, quatro, cinco…castigo pela essência. Sentidos sem nexos. Água que de tão parada é tempestuosa. Nebulosas que brilham a dourado. Dói a processar. Custa arriscar. Um pé antes do outro, três passos sempre à frente. Um cigarro, dois cigarros, uma música, uma hora, uma vida, um dia que passa. É só um dia que passa…
O acordar, a noite seguinte. O tempo passa, eu é que fico. Vou e venho sempre ficando. Livros de capas verdes lembram-me porque sou. Cada pessoa com a sua mala, cada viagem com outro destino. Companhias solitárias na massificação. O que não mata, protela. Avalanches de vidas silenciosas e únicas. Mobilidades e encenações compostas por cada penalti bebido. O primeiro sinónimo é existir por especulação. Nem tudo dá luz, a culpa não é sempre das lâmpadas. Desenhei uma boneca de trapos para a mandar p’ró lixo…
Sexo vazio que já nem roga sentidos. Buracos no chão, paredes pintadas de escuro. Muito e amor e uma cabana é complicado só por si… a cabana é resistente aos ventos e aos curto-circuitos mas não resiste a muito amor.
Demasiado amor é chato, torna tudo sério. Nada disto devia ser sério. São só conceitos. São tão-somente palavras. O amor não se apaixona por ninguém. O amor andava ontem nos copos e pagou-me um gin tónico. Anda sempre sozinho, dorme na rua e não vai ao médico. Já se ia suicidando o amor, mas lá o salvaram para depois o internar nas psiquiatrias. Está numa camisa de forças ali prós lados da serra…ninguém ama o amor. Pudera! Está numa camisa de forças, ninguém ama um tolinho! Pode ser perigoso!
Olhei para as estrelas e fiquei tonto e decidi mudar. Tonto é bom mas não tenho coração para isso. Vim embora. Comecei nas reticências…
O rio vai e não volta para que o mar possa ficar.
Comprimidos comprimidos. Compressão de futuros. Presentes esvaziados por sentidos sem passado. Fins perseguidos por noites de visão perturbada que desaguam em fumos suaves. Carros que passam. Caminhos da alma são de terra batida. Paisagens verdejantes regadas por clichés. Um copo de whisky, dois copos de whisky, três, quatro, cinco…castigo pela essência. Sentidos sem nexos. Água que de tão parada é tempestuosa. Nebulosas que brilham a dourado. Dói a processar. Custa arriscar. Um pé antes do outro, três passos sempre à frente. Um cigarro, dois cigarros, uma música, uma hora, uma vida, um dia que passa. É só um dia que passa…
O acordar, a noite seguinte. O tempo passa, eu é que fico. Vou e venho sempre ficando. Livros de capas verdes lembram-me porque sou. Cada pessoa com a sua mala, cada viagem com outro destino. Companhias solitárias na massificação. O que não mata, protela. Avalanches de vidas silenciosas e únicas. Mobilidades e encenações compostas por cada penalti bebido. O primeiro sinónimo é existir por especulação. Nem tudo dá luz, a culpa não é sempre das lâmpadas. Desenhei uma boneca de trapos para a mandar p’ró lixo…
Sexo vazio que já nem roga sentidos. Buracos no chão, paredes pintadas de escuro. Muito e amor e uma cabana é complicado só por si… a cabana é resistente aos ventos e aos curto-circuitos mas não resiste a muito amor.
Demasiado amor é chato, torna tudo sério. Nada disto devia ser sério. São só conceitos. São tão-somente palavras. O amor não se apaixona por ninguém. O amor andava ontem nos copos e pagou-me um gin tónico. Anda sempre sozinho, dorme na rua e não vai ao médico. Já se ia suicidando o amor, mas lá o salvaram para depois o internar nas psiquiatrias. Está numa camisa de forças ali prós lados da serra…ninguém ama o amor. Pudera! Está numa camisa de forças, ninguém ama um tolinho! Pode ser perigoso!
Olhei para as estrelas e fiquei tonto e decidi mudar. Tonto é bom mas não tenho coração para isso. Vim embora. Comecei nas reticências…
Quoting from nowhere
"I dumped Cassie...She was with some guy"
"ooooohh Son...They're allways with someone...but if she's special, you'll just have to make sure that guy is you"
Skins S02E03
"ooooohh Son...They're allways with someone...but if she's special, you'll just have to make sure that guy is you"
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